Postcard from Paris, France – Guia de Inspirações

Paris nunca se repete — e talvez seja por isso que sempre volto. Eu, Vanessa, diretora criativa da Grasse, encontrei na cidade um refúgio e uma fonte inesgotável de inspiração. Cada visita é um capítulo novo: um café recém-descoberto, um hotel íntimo, uma rua que muda com a estação.

Este é o meu guia de Paris: mais diário do que roteiro, mais sensação do que mapa. Um cartão-postal pessoal com as minhas escolhas de onde se hospedar, onde comer e o que fazer.

Onde se hospedar em Paris

Sempre busco hotéis pequenos, discretos, que parecem me receber como uma moradora temporária. Gosto de acordar em um quarto silencioso, abrir a janela e sentir que pertenço àquela rua.

Me sinto especialmente ligada a Saint-Germain-des-Prés e Le Marais. O primeiro, com suas livrarias, cafés históricos e um charme discreto. O segundo, pulsando com energia criativa, cheio de galerias, lojas independentes e esquinas que convidam a desacelerar.

Entre as minhas estadias favoritas estão o Hôtel des Académies et des Arts e o Hôtel des Grands Voyageurs. Ambos têm a simplicidade e a elegância que busco — espaços que não servem apenas para dormir, mas que acabam fazendo parte da própria lembrança de estar em Paris.

Hôtel des Académies et des Arts

Onde gosto de comer em Paris

Em Paris, comer é mais do que se alimentar — é um ritual. Começo o dia com café forte e croissant amanteigado, quase sempre em uma mesa voltada para a rua. O prazer está tanto no sabor quanto em observar a vida passar.

No almoço, escolho bistrôs que parecem ter parado no tempo, lugares que me lembram que a cidade também sabe ser lenta. À noite, gosto de experimentar restaurantes autorais, onde jovens chefs reinventam a tradição francesa com frescor.

Entre os lugares que mais gosto:

  • A clássica Brasserie Lipp, onde cada detalhe parece carregar décadas de histórias.

  • O icônico Les Deux Magots, perfeito para um café ou almoço entre páginas de um livro.

  • O Fauna, escolha ideal para um brunch leve e contemporâneo.

  • O Breizh Café, para um crepe inesquecível — simples, mas cheio de sabor.

Para mim, é impossível sair de Paris sem ao menos uma refeição em um bistrô tradicional e outra em um café animado. São esses contrastes que fazem a cidade ser tão viva.